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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

É hora de acordar Zélia Almeida



É hora de acordar
Zélia Almeida
O Sol da manhã chega ao bosque. Ele vem todo risonho. Trazendo aquela quenturinha gostosa, gostosa... Ele gosta muito do bosque, pois lá tem muitos amigos. Veja só! Tem Juju e Dudu, os ursinhos, tem Cri-Cri, o grilinho; tem Zazá, a borboleta; tem Luze-Luze, o pirilampo; tem Vai-e-Vem, a minhoquinha e um tantão de bichos que moram nas tocas, nas árvores, nos lagos do bosque.
Agora o Sol chega à casa de Zazá. A casa fica na corola de uma flor. O Sol entra na flor e... encontra Zazá dormindo.
O Sol vai acordar a dorminhoca. Ele aquece a asa direita de Zazá, depois aquece a asa esquerda.
Zazá abre um olho, boceja, agita as asas e diz:
- Puxa! Como dormi!
Aí, o Sol pensa: Agora Zazá vai para o chuveiro.
O chuveiro de Zazá fica na folha. A folha recolhe as gotas de orvalho que a noite derrama no bosque.
Zazá fica debaixo da folha. Aí o vento sacode a folha e as gotas caem em cima da borboleta.
Depois Zazá sobe ao pistilo da flor. E o Sol seca suas asas. E elas ficam mais brilhantes ainda!
De repente, o Sol olha o relógio e leva um susto. Ele ficou tanto tempo na casa de Zazá que se esqueceu das outras tarefas do dia.
O jeito é a Zazá ligar o ventilador para acabar de se secar, pois o Sol saiu Iigeirinho para visitar os outros amigos do bosque.

• Produção de texto
Leia, imagine e faça:
Os moradores do bosque estão preocupados com o Sol, que não quer aparecer. Eles combinaram um encontro para discutir a possível doença do Sol, a causa da doença e as soluções que imaginam para ajudá-Io.
Crie um diálogo entre os moradores do bosque.
Antes do diálogo, conte onde, quando e como as personagens se encontraram para conversar.
Ao terminar o diálogo, conte como acabou a reunião.



domingo, 14 de fevereiro de 2016

HISTORIA DA ESCRITA ILUSTRADA






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A HISTÓRIA DA ESCRITA


A HISTÓRIA DA ESCRITA
LINGUAGEM ( EIXO: APROPRIAÇÃO DA CULTURA ESCRITA)
INTERDISCIPLINARIDADE: CONHECIMENTO SOCIAL - HISTÓRIA)

·Conteúdo: “História da Escrita
·Objetivos específicos:Conhecer a história da escrita e a função social desta para a humanidade.
·Procedimentos didáticos:
· Leitura de texto informativo pelo professor e acompanhados pelos alunos com o dedo nas palavras do texto. Conversa sobre o texto.
·Pesquisa para fazer uma linha do tempo sobre a história da escrita.
·Realizar desenhos que expressem seu pensamento, assim como faziam os homens pré-históricos e atividades com impressão de figuras desenhadas pelos alunos . Utilizar tinta alaranjada e misturar com argila, para ficar da cor das figuras rupestres. Mostrar na roda e relatar.
·Trabalhar textos informativos sobre a escrita egípcia ( hieróglifos).
·Conteúdo: outras formas de escrita que o aluno já conhece ( leitura de imagens e leitura globais de rótulos)
·Objetivos específicos: reconhecer sinais sociais /texto não verbal( gestos, músicas, figuras, obras de arte), símbolos( placas de trânsito, de banheiro, etc. ) e
 Leitura globais de rótulos , mostrando aos alunos que já sabem ler muitas coisas e que a escrita não é somente registrada com letras).
·Procedimentos didáticos : pesquisar rótulos e mostrar na roda o que leram. Colar na letrinha do alfabeto que começa o rótulo.
·Entregar folhas de atividades com símbolos de rótulos e marcar aqueles que consegue ler.
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·Conteúdo: Alfabeto ( vogais e consoantes)
·Objetivos específicos:reconhecer todas as letras do alfabeto, percebendo que as letras se dividem em vogais,consoantes e três letras estrangeiras. Conhecer a função da ordem das letras do alfabeto no nosso cotidiano, a quantidade de letras no alfabeto e a função social da escrita na sociedade.
·Procedimentos: Apresentar o alfabeto, apontando e nomeando as letras. Perguntar as crianças para que servem as letras. Concluir que as letras se juntam e formam palavrinhas que iremos ler e escrever em textos como livros de histórias, jornais, revistas , de pesquisa, internet, etc..
·Depois da conversa, propor que contem junto com a professora a quantidade de letras do alfabeto. Concluir que são 26 letras.
·Mostrar que as letras do alfabeto se dividem em vogais e consoantes e três letras estrangeiras. As vogais estão na cartolina vermelha, as consoantes estão na azul e as letras estrangeiras estão na cartolina verde.
·Destacar as vogais e dizer que sem elas as outras letras chamadas de consoantes ficam mudas ( sem voz ) e precisam das vogais para terem som ( voz). Dar exemplos com os nomes das crianças, mostrando as vogais nos nomes destas. Mostrar as três letrinhas estrangeiras K , W e Y e dizer que estão nosnomes de pessoas, produtos estrangeiros , filmes e desenhos. Ex: Weslley, Karla, Yoki, Wolverine, etc.
·Dizer que iremos confeccionar um alfabeto com os nomesdos alunos. Entregar a silhueta e cada um irá desenhar suas características nestas. Colar a silhueta e nome na letra do alfabeto. Dizer que nas letras que não tem nenhum nome , irão desenhar algo que comece com o som destas letras e escrever os nomes dos desenhos.
P. S:
A letra “Y” é considerado vogal, por ter o mesmo som do I, porém o classifico no grupo de letras estrangeiras e explico que tem o mesmo som da letra I. Ex:Igor ou Ygor.
O “W” apresenta os sons das letras “U” e “V”, tendo som de vogal e consoante , dependendo da palavra. Ex: Wolverine e vovô , Wallace e uva.
A letra “K”, apresenta som de “ C”, quando se junta com as vogais A , O, U e som de “Q”. Ex: Catorze ou quatorze, Kero ( rótulo estrangeiro) quero ( verbo), Kiko ( nome )ou quico ( verbo quicar).
·Conteúdo: “Vogais”
Objetivos específicos: reconhecer o som das vogais nas iniciais das palavrase no meio destas . São fonemas que fazem vibrar as cordas vocais, cujo som não produz nenhum obstáculo à corrente de ar. São silábicos , isto é sempre constituem a base da sílaba, já que não existe sílaba sem vogal, sendo portanto mais fácil para as crianças perceberem seu som inicial e a sua função na sílaba.
·Procedimentos : Cantar a música“O Sapo Não Lava oPé”. Substituir as vogais nas palavras.Mostrar as vogais em cartazes e pedir que digam o que começa por determinada vogal, enfatizando o som inicial na palavra.
·Pesquisar figuras que comecem com as vogais
·Fazer um cartaz com as cinco vogais
·Mostrar uma figura por vez e pedir que digam com qual vogal começa determinada figura. Entregar para a criança escolhida colar no cartaz da vogal.
·Realizar atividades referentes às vogais iniciais e no meio das palavras. Ex: envolver figuras que comecem com determinada vogal, completar palavras com as vogais iniciais, completar as palavras com as vogais que faltam, recortar e colar as figuras nos conjuntos das vogais.
·Conteúdo: “Encontros vocálicos”
·Procedimentos:Mostrar que se duas vogais se juntam formam palavrinhas. Utilizar essas palavrinhas em situações cotidianas, realizando atividades de leitura e escrita.
Observação:essa atividade na verdade não é necessária, mas podemos utilizá-la em um contexto significativo de representações teatrais dos alunos , com a leitura em cartazes das palavrinhas). Afinal os encontros vocálicos existem na língua portuguesa.



·Conteúdo:Sons Nasais
·Procedimentos:Mostrar o som das vogais sem o til e com o til e dizer que com este as vogais ficam com som de nariz ( som nasal). Realizar atividades para completar palavras com sons nasais ( ão, ã, ãe, õe).
P S:algumas crianças em níveis iniciais também apresentam dificuldades em entender esses conteúdo , que é superado quando vão fazendo a relação entre a fala e a escrita.

 Conteúdo: Consoantes
Objetivos específicos: relacionar fonema/grafema das inciais das palavras , sendo sons de consoantes e não somente vogais, para que a criança conheça a relação fonema das letras do alfabeto para que possa contruir a escrita, avançando para níveis mais avançados de escrita.
Procedimentos: lista de palavras de determindo campo semântico, perguntando com que letra e sílaba inicial, começa a palavra. Completar as palavras com as letras iniciais,ligar as palavras as letras iniciais, completar palavras com as consoantes que faltam.
 Encontros vocálicos :essa atividade na verdade não é necessária, mas podemos utilizá-la em um contexto significativo de  representações teatrais dos alunos , com a leitura em cartazes das palavrinhas, afinal os encontros vocálicos existem na língua portuguesa.

ATIVIDADES COM OS NOMES


ATIVIDADES COM OS NOMES


 



·Conteúdos: Nomes dos Alunos
·Objetivos específicos:
·Reconhecer globalmente os nomes dos colegas, a letra inicial e final. Realizar comparações com os nomes dos alunos, percebendo semelhanças e diferenças entre as letras do nome do aluno e dos colegas.
·Relacionar fonema /grafema das iniciais dos nomes e comparar outras palavras e nomes que começam com o mesmo som.
·Relacionar letra e sílaba inicial após apresentação das vogais.
·Apropriar-se da aquisição do sistema de escrita de forma significativa, pois os nomes os são para as crianças, tornando-se mais fácil para estas a memorização de nomes , letras e sílabas.
· Reconhecer a origem do seu nome e de seu sobrenome, através de pesquisa com os pais em casa, proporcionando aos alunos conhecerem a sua história, através de consultas a registros como certidão de nascimento e relatos orais dos pais.
·Conhecer gêneros textuais, como poemas e textos informativos em torno do tema "Nome".
·Procedimentos didáticos:
·Chamadinha com os nomes dos alunos . Perguntar de quem é o nome. Qual o nome da primeira letra e da última. Comparar com os nomes de outros colegas. Perguntar quais colegas começam com a letra de determinado aluno. Comparar dois nomes e perguntar semelhanças e diferenças.
·Escrever o nome sem olhar no telhadinho e desenhar o seu autorretrato.
·Enfeitar a primeira letra do nome com papel recortado, cola colorida, bolinhas de papel crepom, sementes, etc. Escrever o nome abaixo da primeira letra e se desenhar. Mostrar na roda, relatar e prender no barbante ou mural.
·Confeccionar um alfabeto com nomes. Entregar silhuetas aos alunos e pedir que desenhem as características nestas, depois irão colar a silhueta e o nome na letra do alfabeto.
·Pesquisar figuras que começam com a mesma letra do nome. Socializar na roda para que os alunos associem as letras dos nomes de todos os colegas . Esta apresentação dura uma semana.
·Poema “Nome da Gente" de Pedro Bandeira. Leitura no cartaz e individual, acompanhando com o dedinho as palavras e os versos. Conversa sobre o poema. Pesquisa sobre a origem do nome. Socialização na roda. Esta apresentação oral dura uma semana, pois chamo de quatro a cinco alunos para se apresentarem por dia.
·Formar o nome do aluno e dos colegas com letras móveis.
·Escrever os nomes dos colegas sem olhar no telhadinho.
·Escrever nomes de meninos e meninas, agrupando-os.
·Contar o número de letras dos nomes. Marcar cada letra com tracinhos e bolinhas. Escrever o numeral se já souberem. Fazer um X no nome mais comprido e circular o nome mais curto.
·Completar os nomes com a letra inicial.
·Completar os nomes com letra e sílaba inicial.
·Colocar no mesmo conjunto os nomes que começam com as mesmas letras.
·Ligar o nome a letra inicial
·Organizar as letras dos nomes. ( Letras móveis ou atividade em folha)
·Bingo com nomes
·Pesquisa da origem do sobrenome, árvore genealógica, consulta a certidão de nascimento
·Conhecer o sobrenome e aprender escrevê-lo, copiando-o do telhadinho. O telhadinho deverá ser confeccionado de um lado com a letra de forma maiúscula e do outro lado com a letra cursiva. Quando as crianças estiverem alfabéticas e com maior desenvolvimento da coordenação motora fina, podem começar a escrever com a cursiva, embora algumas crianças optem por escrever com esta desde o início do 1º ano, pois apresentam níveis mais avançados de escrita e maior desenvolvimento da coordenação motora fina. A cor deve ser a mesma para meninos e meninas e não deve ter nenhuma outra pista sobre o nome como fotos e desenhos, pois o objetivo é que a criança reconheça o nome globalmente , as letras inciais e finais e realize comparações entre os nomes.

Conteúdos fundamentais para as características da turma e princípios norteadores da prática pedagógica


Conteúdos fundamentais para as características da turma e princípios norteadores da prática pedagógica
            Antes de iniciar as atividades com a turma e as avaliações iniciais para intervirmos no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, acho que devemos nos nortear em alguns princípios da prática pedagógica, tais como: realizar projetos interdisciplinares  com as disciplinas de história, geografia e ciências . Projetos que  são de interesse das crianças ou instigados pela professora, porém que enfatizem valores e atitudes de respeito em relação as diferenças entre as pessoas que estão relacionadas a etnia, questões de gêneros, diferenças na forma física  , pessoas com necessidades especiais, pluralidade cultural , diferenças de classes sociais, etc. Além de temas como respeito aos animais, preservação ambiental, desperdício de água e energia, ética, etc.             Estimular o pensamento crítico das crianças quanto às desigualdades sociais e conscientização de seus direitos e deveres.
            Planejar e direcionar atividades que envolvam em que as crianças sejam ativas no processo de ensino-aprendizagem. Realizar as atividades de forma que favoreça o diálogo, a curiosidade através de perguntas e pesquisas. Um planejamento que inclua atividades pedagógicas diversificadas e que estejam próximas do nível de aprendizagem dos alunos. Uma rotina diária para que as crianças tenham previsibilidade das atividades, favorecendo maior organização da sala e das atividades. Realizar junto com os alunos os combinados que estabelecem as regras de convivência da turma, para que possam conviver em um ambiente de respeito, afeto, e cooperação com o próximo, favorecendo a organização necessária para que os alunos avancem no processo de ensino-aprendizagem. Estreitar relações com os alunos demonstrando afeto e respeito, porém usando a autoridade em caso de desrespeito e se for necessário chamar os pais para conversar. Transmitir segurança aos alunos com um planejamento organizado em uma sequência didática, além de estar sempre pesquisando e ampliando o conhecimento para utilizar a metodologia mais adequada a fim de que as crianças possam aprender e avançar.
            Após avaliação inicial, constatei que a maioria dos alunos estão em níveis pré-silábico e silábico da escrita. As atividades serão planejadas de forma que  intervenham nestas hipóteses dos alunos em um contexto de letramento com textos que tenham função social e sejam significativos para as crianças,  portanto as atividades  fundamentais estão relacionadas a  aquisição da escrita alfabética em um contexto de letramento.
             As  intervenções pedagógicas  nas crianças com níveis pré-silábicos e silábicos de escrita serão atividades como: reconhecimento dos nomes e de outras palavras de forma global/associando-as aos objetos ou seres. Reconhecimento das letras iniciais e finais ( vogais e consoantes), comparar semelhanças e diferenças entre os nomes e outras palavras. Relacionar fonema/grafema das iniciais das palavras. Organizar as letras, tendo como suporte outra palavra ( atividades com letras móveis ou em folhas xerocadas), distinguir letras e números, contar número de letras e sílabas das palavras. Completar com letra e sílaba inicial, escrever de acordo com a hipótese de escrita e intervir nessas hipóteses, até que relacionem fonema/grafema e avancem para o nível alfabético. Vincular o discurso oral e o texto escrito, distinção entre imagem e escrita, reconhecer suportes diferentes de textos distintos, reconhecer as letras como constituintes do texto, introdução à distribuição espacial do texto e da estrutura das frases, localizar qualquer palavra no texto, incluindo verbos , artigos e preposições, usar preferencialmente textos , cujo conteúdo já está memorizado para leitura.        Adaptar quando necessário as atividades dos alunos alfabéticos e realizar parcerias com estes nas atividades mais difíceis para os alunos com níveis iniciais de escrita, estimulando a inclusão e a cooperação entre os alunos.
            Desenvolver o gosto e a fluência na leitura, realizando leituras diárias de livros de histórias, empréstimos de livros, conversas e indicações sobre estes para os outros colegas. Estimular a produção de textos, levando um caderno de meia pauta para casa para desenhar e escrever sobre a história lida e compartilhar essa leitura e desenho com os outros colegas. Realizar também leitura e interpretações de textos individuais tais como: de contos de fadas, fábulas e outras histórias de autores como Mary França, Sônia Junqueira, Ziraldo, etc. Utilizar a leitura de outros gêneros textuais e a sua função social, como: textos informativos, poesias, narrativas, bilhetes, cartas, listas, cartões, etc.  Produções de textos coletivos , desenvolvendo a oralidade e organização do pensamento, para que depois possa expressar o pensamento nas  produções de textos escritos individualmente. Seja uma frase ou pequeno texto.
            Trabalhar a matemática, realizando atividades de construção da noção de número ( relação quantidade/numeral) e  situações–problemas relacionados a adição, subtração, noções de multiplicação e divisão.  Operações matemáticas de adição e subtração com unidades. Ampliar o sistema de numeração decimal até cem. Realizar estas atividades, envolvendo a função da matemática na vida cotidiana dos alunos e de forma concreta e lúdica, como  a contagem do total de alunos na sala, calendário, situações  envolvendo objetos e brinquedos que os alunos utilizam no dia a dia, jogos e brincadeiras , tornando as atividades pedagógicas gráficas mais fáceis de serem compreendidas pelos alunos, material concreto como tampinhas, palitos e material dourado, dinheirinho. Inserir as atividades de matemática nos temas interdisciplinares, quando o tema sugerir.

      O processo de alfabetização inicia-se pelos nomes próprios, pois agiliza o processo de aquisição da escrita alfabética, por ser algo significativo e, portanto mais fácil de memorizar. São realizadas atividades na rodinha de reconhecimento global dos nomes, das letras iniciais e finais e percepção das diferenças e semelhanças entre os nomes. Em concomitância às atividades com os nomes , são trabalhadas atividades com o alfabeto mostrando que este é dividido em letras que são chamadas de vogais e consoantes, conforme as funções destas letras na sílaba que compõem a palavra. São destacadas as vogais , trabalhando-se os sons iniciais destas nas palavras, assim como a função das vogais nas sílabas ( toda sílaba tem vogal e sem esta a consoante não tem som). São realizadas atividades na rodinha e em folhas. As crianças começam a perceber o significado de sílaba, contando nos dedos quantas sílabas tem o seu nome e dos colegas. São realizadas atividades para completar com a letra e sílaba inicial dos nomes dos colegas, organizar as letras dos nomes, tendo o telhadinho como suporte, copiar os nomes de meninas e meninos, escrever de forma memorizada os nomes dos colegas, agrupar nomes que começam com a mesma letra, contar número de letras e sílabas dos nomes dos colegas,etc.
      As crianças conhecem um pouco da história da escrita, percebendo a necessidade do ser humano de registrar a linguagem, desde a pré-história até os dias atuais realizando atividades de leitura de textos informativos junto com a professora, pesquisas, produção de texto coletivo e de artes com pinturas rupestres do período da pré-história. Percebem que existem muitas outras formas de linguagem e expressão desta , que já sabem ler muitas coisas, como : imagens, símbolos e rótulos. Pesquisam sobre  rótulos e imagens que sabem ler, além de atividades em folhas. É necessário que as crianças conheçam todas as letras do alfabeto e comecem a relacionar o som das consoantes iniciais nas palavras, por isso, é mostrado e falado em interação com as crianças o alfabeto da sala de forma constante, além de atividades em folhas para relacionar o som das consoantes iniciais das palavras. Os alunos confeccionam um alfabeto com nomes próprios e outro de acordo com o tema trabalhado na sala. São realizados pequenos projetos com temas das áreas do conhecimento social e natural (o corpo, alimentos saudáveis, a escola, etc.) e que são do interesse dos alunos, nestes são realizadas atividades de forma interdisciplinar que trabalham a apropriação do sistema de escrita alfabética com palavras do campo semântico estudado, tais como: relacionar fonema/grafema dos sons das letras iniciais dos nomes dos objetos de higiene , completar palavras com as letras que faltam em nomes das partes do corpo, escrever conforme as hipóteses de escrita os nomes de frutas, etc.
       Depois dessas atividades as crianças começam a avançar rapidamente em suas hipóteses de escrita, pois conheceram todas as letras do alfabeto, além de realizar a relação fonema /grafema destas letras , tendo assim suportes para construirem a escrita e em maio avançam para níveis silábicos (com consciência sonora de vogais ou consoantes) e silábico-alfabéticos, porém é necessário sistematizarmos esse conhecimento, enfatizando o som de cada consoante e as sílabas inicias nas palavras. Os alunos ditam palavras que começam com o som da mesma letra (lista de palavras), destacando-se em vermelho a letra e sílaba incial. As sílabas nunca são trabalhadas de forma isolada, mas destacadas a partir da palavra. Elas percebem o que é sílaba, sabendo que cada vez que abrimos a boca sai uma sílaba ( pedacinho) . Realizam atividades em que percebem o som da letra inicial que foi destacada do alfabeto . Outras em que destacam das palavras as sílabas iniciais, escrevendo , lendo estas e descobrindo o grupo silábico da letra , são realizadas atividades de escrita de palavras como, auto-ditados e cruzadinhas, de leitura de palavras em atividades para ler e desenhar ou ler no caça-palavras. Atividades de produção e leitura de textos coletivos , escritas e leituras individuais de frases ou pequenos textos sobre o tema estudado.
      A sequência das letras ( fonemas) , podem ser trabalhadas de acordo com o projeto escolhido ou conforme a turma e a professora combinarem. Em cada letra do alfabeto conversam sobre uma figura relacionada e as crianças fazem pesquisas para aprofundar o conhecimento, além de outras atividades pedagógicas relacionadas aos temas do conhecimento natural ,social e matemático. Nestas atividades as crianças fazem listas de animais mamíferos, aves, tipos de casas, trabalhando-se todos os fonemas , escrevendo-se palavras com sílabas simples e complexas. As crianças ditam as palavras e a professora escreve no cartaz ou chama as crianças para escreverem, depois intervém nas hipóteses dessas. Nas atividades individuais as crianças desenham animais mamíferos, por exemplo, e escrevem de forma espontânea , tendo a intervenção da professora na hipótese do aluno de acordo com cada nível ou se a atividade não for diagnóstica . A apropriação do sistema de escrita , ocorre em um ambiente de letramento em que as crianças percebem a função social da escrita. São trabalhados vários gêneros textuais e seus suportes, tais como: poesias, textos de pesquisa(informativos), histórias ( narrativas), bilhetes , etc. As atividades estão também sempre relacionadas às artes ( plástica, música, dramatização e dança), tornando a alfabetização mais lúdica e prazerosa, além de ampliar o conhecimento cultural das crianças.
      As atividades com sílabas que não são iniciais são apropriadas aos alunos de níveis silábico-alfabético e alfabético. As crianças que estão nos níveis pré -silábico e silábico terão dificuldades em realizar atividades que se referem as sílabas que não são iniciais, principalmente àquelas de juntar as sílabas e formar palavras, no entanto podem realizar as atividades em que percebem o som da primeira letra e escrever esta abaixo do desenho. A sílaba inicial é percebida através do som da letra inicial. Os pré-silábicos irão aos poucos percebendo que cada vez que abrimos a boca sai uma sílaba da boca, e avançam para o nível silábico, só que a sílaba para eles representa uma letra . Para os alunos silábicos, proponho atividades para completar a palavra com a letra inicial , à fim de que relacionem fonema/grafema de vogais e principalmente de consoantes, pois as crianças apresentam mais dificuldades em perceber o som destas. Também são propostas outras atividades, como: trocar as vogais na sílaba transformando a palavra, contar o nº de letras e sílabas, pedir que lêem o que escreveram e colocar tracinhos para completarem com a letra que está faltando na palavra . Estes procedimentos interferem na hipótese silábica desses alunos , promovendo o avanço para os níveis silábico-alfabético e alfabético. Atividades com letras móveis são apropriadas para os alunos com hipóteses iniciais de escrita ( pré-silábicos e silábicos).
      Apesar dessas atividades sistematizarem o grupo silábico de determinada letra , este não é fruto de memorização , mas de idéias construídas logicamente pelas crianças que avançam em seus níveis de escrita, nos quais a intervenção da professora na lógica de pensamento dos alunos os fazem mudar as suas hipóteses iniciais sobre a escrita. Não são apresentadas somente as sílabas simples, mas as complexas também , que são reforçadas à partir do mês de agosto ou setembro. As atividades com chamadinha e nomes dos alunos não são realizadas somente no início do ano.
      Quanto a letra cursiva, as crianças passam a escrever com estas quando avançam para o nível alfabético de escrita. Isto não quer dizer que as crianças não são apresentadas a esta. São apresentadas aos quatro tipos de letras, só não são obrigadas a escrever com a cursiva. A seguir um pequeno texto sobre a utilização da letra de forma na alfabetização.
                                                      
                                                                                  Karla Cristina Carrozzino  Gaudencio

Na alfabetização, a letra de forma é ensinada primeiro que a cursiva
 
      É importante entender porque a criança aprende primeiramente a letrinha de forma e não a cursiva e não simplesmente ensinar só porque a maioria faz assim e dá certo! Realmente, dá certo, mas há uma explicação do motivo pelo qual essa maneira é a melhor!
      A criança está desenvolvendo a motricidade na fase da alfabetização e a letra do tipo bastão é mais fácil para se adequar neste momento. Os rabiscos começam a se endireitar e formar letras.
      As letras de forma são ideais para esta fase, pois os caracteres são individuais e podem ser escritos um após o outro. Os traços são resumidos a pauzinhos aglomerados uns nos outros. Já as letras cursivas exigem uma agilidade maior, uma vez que, além de outras finalidades, são utilizadas para tornar o registro mais rápido.       O traçado simples das letras de forma dão maior liberdade no ato da escrita, ao contrário das “letras de mão” que precisam de uma organização maior. O ato de ligar uma letra a outra também dificulta o processo, pois anula a ação de tirar o lápis do papel e investir as forças na próxima letra, o que ordena um esforço motor maior.
      Além disso, antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já possuem contato com as letras de imprensa em jornais, na televisão, em livros, gibis. Elas não conseguem ler, mas fica na memória visual das mesmas.
      Logo, a percepção da letra de forma é mais rápida e fácil do que da letra cursiva. No entanto, é importante trabalhar com esta última, assim que o infante se habituar à primeira. Não há problemas se as duas formas coexistirem por um tempo, porque independente da letra o que deve sempre estar em foco é a escrita. Pois mais importante do que a letra que a criança escolhe, é a compreensão da escrita como um ato de comunicação.
·         Por Sabrina Vilarinho
·         Graduada em Letras