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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PROJETO MEIO AMBIENTE

PROJETO: MEIO AMBIENTE
TEMA:“A questão ambiental nas zonas urbanas”

TURMAS: Alunos do Ensino Médio e Fundamental




INTRODUÇÃO
A questão ambiental é um tema que vem sendo muito discutido nos últimos tempos, é um problema que segue desde a Revolução Industrial, sendo a sociedade moderna a principal responsável pelas alterações que o meio ambiente vem sofrendo. Assim no que se refere á área ambiental, há muitas informações, valores e procedimentos que são transmitidos à criança pelo que se faz e se diz em casa. Esse conhecimento deverá ser trazido e incluído nos trabalhos da escola, para que estabeleçam as relações entre esses dois universos no reconhecimento dos valores que se expressam por meio de comportamentos, técnicas, manifestações artísticas e culturais. Devido o crescimento acelerado da população, o desperdício, a crescente urbanização e conseqüentemente o desenvolvimento industrial, sem um planejamento adequado agravam-se ainda mais os problemas com o meio ambiente no planeta. A sensibilização global para a questão ambiental nas últimas décadas do século XX- representada pela escassez de água e poluição crescente, generalizadas e mais significativamente perigosas- leva inúmeros sociólogos a crerem em seu reflexo sobre a própria transformação das instituições sociais. O desafio da teoria social contemporânea consiste em construir conceitos que possibilitem compreender o significado e as tendências mais perenes da transformação das praticas sociais induzidas pelas interferências sociais no meio natural e seus reflexos na configuração das instituições que regulam as próprias práticas sociais. Acreditamos que o desenvolvimento da sociologia Ambiental dependerá de uma ampliação de sua base empírica que garanta a condição necessária e suficiente para a elaboração dos fundamentos teóricos que serão capazes de responder ás questão sobre a influencia do meio natural artificializado nas instituições da sociedade.
Desta maneira, para verificar as alterações antrópicas no meio urbano e também deverá ser levados em consideração todas às informações adquiridas em livros, revistas, jornais e da realidade local da comunidade, tendo em vista, que essas alterações são causadas devido à fixação humana e seu desenvolvimento.


OBJETIVO GERAL

-Fazer com que os alunos da Escola Estadual Dep. Ubaldo Monteiro da Silva tenham a oportunidade de visualizar ou tomar consciência da harmonia funcional existente entre os elementos da natureza através de um sistema integrada de produção espacial criada e modificada constantemente com o meio, de maneira a colocar em evidência a importância de preservar o espaço onde estão inseridos.


OBJETIVO ESPECÍFICOS

-Fazer com que os alunos conheçam e estabeleça uma relação homem-meio ambiente antes o pós-modernidade.
-Verificar a realidade ambiental no bairro Jardim dos Estados e nos bairros vizinhos;
-Fazer um com que os alunos tenham maior conhecimento e conscientização dos problemas ambiental local e mundial;
-Proporcionar aos alunos os meios necessários para que os mesmos sejam capazes através de tabelas, gráficos maquetes, fazer a interpretação, o registro das informações coletadas;
-Identificar os locais de maior incidência das ações antrópicas nos bairros envolvidos;
-Avaliar quais as conseqüências que as ações antrópicas trazem para a biodiversidade;
-Buscar a conscientização através de leitura e debates da necessidade de preservar o espaço onde vive.





JUSTIFICATIVA

Esse projeto será realizado com a finalidade de resgatar o processo histórico do desenvolvimento da tecnologia e conseqüentemente o surgimento da modernização, através do qual será possível fazer um comparação da relação homem -natureza, no passado, no presente e no futuro verificando os impactos ocorridos e como essa realidade se apresenta hoje. Assim poderemos observar as ações antrópicas no espaço onde vivemos, pois, através de leitura debates, questionamentos e realizações de diversas atividades será possível propor ações no sentido de buscar soluções amenizadoras dos impactos ambientais urbanos ocorridos ao longo dos anos. Com isso os alunos poderão questionar á sua realidade, pois, o questionamento, por si só, é importante, mais sua dimensão criadora e critica só se revela em toda plenitude quando aquele que indaga procura construir, ele próprio, os instrumentos que lhe trarão respostas mais compensadoras.


METODOLOGIA

Para a realização deste trabalho será feito à análise das características ambientais no bairro Jardim dos Estados e bairros vizinhos, observando suas causas e conseqüências, sendo feito o registro com fotos. Também será desenvolvido em sala de aula atividade referente ao assunto como: leitura, seminários, cartazes, maquetes, produção de textos, musicas, paródias.

AVALIAÇÃO
Os alunos serão avaliados pela participação e desenvolvimento das atividades realizadas. Será levado em consideração a criatividade, produção individual e em grupo e também a sua interatividade com o tema do trabalho.
RESULTADOS ESPERADOS
Que os alunos adquiriram uma postura critica em relação á situação que se encontra o espaço urbano onde vivem, espera-se que possam ter consciência da a um sentimento capitalista está importância que o meio ambiente tem na vida de qualquer ser, pois tudo tende a ter um equilibro e o homem movido fazendo uma serie de transformações no planeta, transformando e destruindo, sem preocupação com o equilíbrio do qual a natureza necessita.

Projeto: Todos contra a Dengue

Projeto: Todos contra a Dengue
INTRODUÇÃO


Este projeto será aplicado no intuito de identificar, conscientizar e erradicar a proliferação do vetor Aedes aegypti, conhecendo e compreendendo de modo integrado e sistêmico sobre o ciclo, a profilaxia e o tratamento da dengue no bairro Jardim dos Estados.

OBJETIVO GERAL
Verificar os fatores que contribuem para a incidência do vetor (Aedes aegypti) no bairro Jardim dos Estados localizado no município de Várzea- Grande MT.


JUSTIFICATIVA
Devido à grande característica da Dengue em se transformar em violentas epidemias, com alta taxa de mortalidade e agravos ao aspecto econômico já que os acometidos por elas necessitam de cuidados especiais, se transformou nos últimos anos um grande foco de pesquisa. Devido à importância desta endemia, se faz necessário a utilização de métodos de pesquisa para o melhor conhecimento dos hábitos de dispersão do Aedes aegypti juntamente com sua capacidade de disseminar a doença.


METODOLOGIA

A metodologia que será aplicada é de abordagem sintética através de um levantamento de pesquisa de campo com entrevistas e questionários abertos e fechados, distribuídos pelo bairro. Utilizaremos o método, obtido nas entrevistas formuladas possíveis hipóteses.


COLETA DE DADOS
Pesquisa de campo através de questionários, com revisão bibliográficas ( leitura de livros, jornais, etc), análise documental, filmagens e mapas.

_ Causos_


Projeto: ”Sei não, só sei que me contaram assim” _ Causos_
Justificativa

Agora neste segundo semestre, percebi a dificuldade que os alunos têm com relação à língua escrita: alguns não escrevem convencionalmente e outros apresentam muitos problemas de ortografia e entendimento de texto.Mas o mais grave de todos os problemas é o fato de que vários alunos não gostam de ler.Um bom trabalho de linguagem seria importante para despertar o hábito da leitura nos alunos.
Pensei num tipo de texto que pudesse ajudar os alunos a reconhecer as diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita, dando oportunidades de apreciar as narrativas contadas e lidas. Um repertório de causos pareceu-me apropriado para este momento por ser mês do folclore e muito apropriado para esta época. Trata-se de narrativas populares, que pertencem a tradição oral, narradas em 1ª pessoa e que contam algo que o narrador quer fazer passar por verdade.
Lendo e pesquisando causos, ouvindo outros trazidos pelos funcionários e seus familiares, e comparando com outros contos de tradição oral, de temática semelhante aos causos, os alunos terão condições de montar um pequeno livresco sobre causos do passado e do presente, resgatando parte da cultura como elemento integrador da comunidade que tem sido esquecida pela humanidade e que é um elemento constituinte da identidade nacional..


O que se espera que os alunos aprendam? Objetivos Específicos:

_Ler e atribuir sentido aos causos.
-Distinguir causos de outras narrativas que conhecem.
_Distinguir linguagem oral de linguagem escrita.
_ Contar causos.
_ Registrar causos por escrito.
_Planejar e executar tarefas em grupo.
_ Valorizar os saberes dos mais velhos e de outras pessoas da comunidade.
_ Gostar de ler e ouvir estórias.
_ Usar o computador e livros como ferramentas de pesquisa.


O que o professor deve garantir no Projeto:
_ Ler e estudar causos durante todo o projeto para ampliar o repertório do grupo.
- Promover momentos em que os alunos contam causos para que possam se envolver com o texto oral, reconhecer e usar características desse tipo de narrativa.
_ Garantir que todos os alunos tenham um livro ou uma cópia dos contos tradicionais para que possam ensaiar estratégias que auxiliem a compreensão da leitura.
_ Promover o uso do dicionário para que ampliem o vocabulário e compreendem melhor o significado do texto.
_ Combinar com os alunos momentos de contar histórias para que possam compreender a importância e a necessidade do preparo para se ler em voz alta.
_ Propor questões que façam os alunos pensarem sobre este tipo de texto, dando a eles mais elementos para compreender e distinguir as características da linguagem oral e da linguagem escrita.

tapas previstas: Metodologia
_Conversar com os alunos sobre a idéia de montar um livresco com contos populares e causos para doá-los às outras crianças.
_ Contar causos para os alunos e observar se eles percebem as características principais desse texto, se conhecem histórias desse tipo, contadas pelos pais, avós, amigos, trazidas de outras regiões. Pedir que contem alguns casos e ou escrevem um causo conhecido ou inventado.
- Dividir a classe em quatro grupos; dois grupos lerão com o propósito de contar oralmente o que leram .Os outros dois farão uma leitura do texto impresso em voz alta.Discutir e compreender as diferenças entre ler e contar.
Dividir a classe em quatro grupos para as seguintes tarefas:
- Pesquisa de causos com funcionários da escola e com as famílias. Saber como esses causos surgiram.
_ Digitação de causos recebidos por meio da pesquisa para a construção de um acervo.
_Confecção de mural com cartazes e informações sobre o projeto.
- Seleção de estórias que serão dramatizadas e planejamento da divisão de papéis e efeitos sonoros.
_ Promover uma tarde de causos para que todos os parceiros que participam, de perto ou à distância, possam trocar causos.Essa atividade coloca em jogo tudo o que os alunos sabem sobre o que foi estudado.
_ Estruturar os textos com ilustração com intuito de montar um livro.


Avaliação
Acompanhamento das produções, escrita e reescrita dos causos da linguagem oral para a linguagem escrita na forma padrão.

Bibliografia
Alexandre e outros heróis, Graciliano Ramos, Record.
Casos de minas, Olavo Romano, Paz e terra.
Contos de assombração, àtica.
Contos tradicionais do Brasil, Câmara Cascudo, Ediouro

A MÚSICA EM SALA DE AULA

A MÚSICA EM SALA DE AULA

A arte possui um alto valor de exposição da realidade, julgamos que a música seja um ótimo instrumento pedagógico e um excelente recurso para reflexão crítica e percepção dos fenômenos sociais, sendo, além disso, um tipo de manifestação artística que desperta a sensibilidade, a imaginação, facilitando no aprendizado, na transmissão de ideais e nas interpretações sobre realidade.

O TRABALHO QUE REALIZAMOS TEM COMO OBJETIVOS:

usar a música associada à sociologia e filosofia, como estratégia para reflexão sobre a realidade;
Despertar e desenvolver nos alunos sensibilidades mais aguçadas na observação de questões da sua própria realidade, acreditando no grau de penetração que as mensagens das músicas exercem nos indivíduos;
Possibilitar aos participantes do projeto o acesso a diversos estilos musicais, para que a partir daí, construam seus gostos não mais absorvendo apenas o que a indústria cultural lhes impõe como padrão.


A METODOLOGIA UTILIZADA:

Consiste basicamente na escuta ativa de músicas na aula, seguida de momentos para a reflexão a respeito dos temas que a música expõe e sobre os sentimentos por ela despertados nos alunos.
Leitura de textos acompanhada de debates, perguntas, questionamentos, inferências às concepções de verdade e falsidade relacionadas à realidade contemporânea, reconhecimento do processo de desenvolvimento racional e cognitivo na história da
humanidade e dos saberes por ele desenvolvido.

RECURSOS:
• Espaço físico (sala de aula),
• Data Show,
• Notebook,
• Pen Driver,
• Fotografias,
• Cola para papel, papel sulfite,
• TNT,
• Pincéis atômico, canetinha, giz de cera,
• Pistola para cola quente com bastão,

AVALIAÇÃO:

Por meio da participação, interesse e envolvimento dos educandos em trabalhos, debates, como também, das correções das atividades extraclasse.

COMO RESULTADOS ESPERADOS TEMOS:

A melhoria do nível de aprendizado dos alunos em outras disciplinas, devido ao desenvolvimento cognitivo e sensitivo mediatizado pelas atividades com a música e o despertamento de um senso crítico mais aguçado. A música é um instrumento importante no processo de aprendizado dos alunos, melhorando o desempenho dos indivíduos, facilitando a criação de uma reflexão crítica a respeito da realidade.

PROJETO CONSUMO CONSCIENTE

PROJETO CONSUMO CONSCIENTE
OBJETIVO GERAL

•Despertar nos alunos  juntamente com a comunidade a responsabilidade de serem consumidores conscientes

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Sensibilizar os alunos quanto à importância e necessidade de revisar as atitudes de consumo praticadas;
• Desenvolver práticas de consumo condizentes com a política sustentável;
• Divulgar a importância do consumo equilibrado (que visa a conservação ambiental), a fim de evitar uma maior devastação do ambiente natural;
• Contribuir com a conservação ambiental e com a melhoria da qualidade de vida;
JUSTIFICATIVA

Desenvolver trabalhos que envolva a conscientização dos alunos quanto ao consumo de produtos fundamentais para a sobrevivência do homem, é uma preocupação que deveria nortear constantemente o trabalho pedagógico do professor de qualquer área. Verificar o desperdício gerado diariamente em sala de aula pelos alunos. Ao perceber que a progressão escolar, não garantia ao aluno o desenvolvimento de sua consciência da necessidade de preservar e proteger seu meio ambiente. Diariamente, em sala de aula, via-se um aluno ou outro rasgar, amassar e jogar folhas de seu caderno no lixo. Isto acontecia com muita freqüência e nos deixava indignados. Diante de tal situação, a reação sempre foi conversar com os alunos. Procurava despertar nestes uma postura de consumo consciente. Porém pouco êxito obtinha. Pensamos então na temática "consumo consciente.

METODOLOGIA

O encaminhamento inicial será uma conversa com os alunos sobre suas próprias atitudes no dia-a-dia na sala de aula e em sua casa. Os alunos serão questionados pelos professores sobre vários itens, entre eles: O que você consome durante as aulas (balas, chicletes e muitos pirulitos)? Como é sua alimentação (arroz, feijão, bife, batata frita) Os professores levarão os alunos a uma reflexão sobre suas atitudes em sala e em sua casa. Fazer assim o levantamento da possibilidade de execução de um projeto de trabalho, com o objetivo de trabalhar os componentes curriculares que atendam tal problemática e também promover a inserção das tecnologias no processo educativo. Fazer um cronograma de agendamento das aulas a serem desenvolvidas com aparatos tecnológicos. Realizar atividades como: gincanas, pesquisas e aulas de campo e exposições de fotos e cartazes dos trabalhos desenvolvidos.

AVALIAÇÃO

O progresso dos alunos será acompanhado durante todo o decorrer do projeto, com a observação do desenvolvimento deles em sala de aula e com mudanças de atitudes que eles tiveram no final das aulas. Sendo assim, pode-se dizer que será adotada uma postura de avaliação continuada (PERRENOUD, 1999), tendo como ferramentas avaliativas a execução das atividades realizadas em cada etapa do projeto, o comprometimento para com as atividades extra-classe, a qualidade das produções, o envolvimento do grupo e os trabalhos colaborativos. Além disso, será elaborada e aplicada avaliação escrita, na qual será constituída por questões objetivas e dissertativas, envolvendo todos os temas. Por meio do desempenho que tiverem na avaliação escrita e em todas as atividades propostas e desenvolvidas será atribuído conceito individual aos alunos.


RESULTADOS ESPERADOS
Que os alunos revisem suas atitudes de consumo praticadas na sala de aula e em suas casas para que ocorram mudanças em seus hábitos, consumir de forma responsável, evitar o desperdício, economizar água e energia elétrica, etc. Assim, o objetivo principal que norteia a realização deste projeto é despertar no aluno responsabilidade

PROJETO r (Aedes aegypti)

INTRODUÇÃOEste projeto será aplicado no intuito de identificar, conscientizar e erradicar a proliferação do vetor Aedes aegypti, conhecendo e compreendendo de modo integrado e sistêmico sobre o ciclo, a profilaxia e o tratamento da dengue no bairro Imagem: plenarinho.gov.br


OBJETIVO GERAL

Verificar os fatores que contribuem para a incidência do vetor (Aedes aegypti)


JUSTIFICATIVA

Devido à grande característica da Dengue em se transformar em violentas epidemias, com alta taxa de mortalidade e agravos ao aspecto econômico já que os acometidos por elas necessitam de cuidados especiais, se transformou nos últimos anos um grande foco de pesquisa. Devido à importância desta endemia, se faz necessário a utilização de métodos de pesquisa para o melhor conhecimento dos hábitos de dispersão do Aedes aegypti juntamente com sua capacidade de disseminar a doença.

METODOLOGIA

A metodologia que será aplicada é de abordagem sintética através de um levantamento de pesquisa de campo com entrevistas e questionários abertos e fechados, distribuídos pelo bairro. Utilizaremos o método, obtido nas entrevistas formuladas possíveis hipóteses.





COLETA DE DADOS

Pesquisa de campo através de questionários, com revisão bibliográficas ( leitura de livros, jornais, etc), análise documental, filmagens e mapas.








Projeto Político-Pedagógico (PPP)

Projeto Político-Pedagógico (PPP)

Projeto Político-Pedagógico (PPP)
O PPP define a identidade da escola e indica caminhos para ensinar com qualidade. Saiba como elaborar esse documento
Noemia Lopes (gestaoescolar@fvc.org.br)
Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao chamado projeto político-pedagógico - o famoso PPP. Se você prestar atenção, as próprias palavras que compõem o nome do documento dizem muito sobre ele:
  • É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de tempo.
  • É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir.
  • É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem.

Ao juntar as três dimensões, o PPP ganha a força de um guia - aquele que indica a direção a seguir não apenas para gestores e professores mas também funcionários, alunos e famílias. Ele precisa ser completo o suficiente para não deixar dúvidas sobre essa rota e flexível o bastante para se adaptar às necessidades de aprendizagem dos alunos. Por isso, dizem os especialistas, a sua elaboração precisa contemplar os seguintes tópicos:
  • Missão
  • Clientela
  • Dados sobre a aprendizagem
  • Relação com as famílias
  • Recursos
  • Diretrizes pedagógicas
  • Plano de ação

Por ter tantas informações relevantes, o PPP se configura numa ferramenta de planejamento e avaliação que você e todos os membros das equipes gestora e pedagógica devem consultar a cada tomada de decisão. Portanto, se o projeto de sua escola está engavetado, desatualizado ou inacabado, é hora de mobilizar esforços para resgatá-lo e repensá-lo. "O PPP se torna um documento vivo e eficiente na medida em que serve de parâmetro para discutir referências, experiências e ações de curto, médio e longo prazos", diz Paulo Roberto Padilha, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo.
Compartilhar a elaboração é essencial para uma gestão democrática
Infelizmente, muitos gestores veem o PPP como uma mera formalidade a ser cumprida por exigência legal - no caso, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996. Essa é uma das razões pelas quais ainda há quem prepare o documento às pressas, sem fazer as pesquisas essenciais para retratar as reais necessidades da escola, ou simplesmente copie um modelo pronto (leia os erros mais comuns). 

Na última Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada no primeiro semestre deste ano, o projeto político-pedagógico foi um dos temas em destaque. Os debatedores lembraram e reforçaram a ideia de que sua existência é um dos pilares mais fortes na construção de uma gestão democrática. "Por meio dele, o gestor reconhece e concretiza a participação de todos na definição de metas e na implementação de ações. Além disso, a equipe assume a responsabilidade de cumprir os combinados e estar aberta a cobranças", aponta Maria Márcia Sigrist Malavasi, coordenadora do curso de Pedagogia e pesquisadora do Laboratório de Observação e Estudos Descritivos da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Loed/Unicamp). 

Envolver a comunidade nesse trabalho e compartilhar a responsabilidade de definir os rumos da escola é um desafio e tanto. Mas o esforço compensa: com um PPP bem estruturado, a escola ganha uma identidade clara, e a equipe, segurança para tomar decisões. "Mesmo que no começo do processo de discussão poucos participem com opiniões e sugestões, o gestor não deve desanimar. Os primeiros participantes podem agir como multiplicadores e, assim, conquistar mais colaboradores para as próximas revisões do PPP", afirma Celso dos Santos Vasconcellos, educador e responsável pelo Libertad - Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica, em São Paulo.
Os erros mais comuns
Alguns descuidos no processo de elaboração do projeto político-pedagógico podem prejudicar sua eficácia e devem ser evitados:

- Comprar modelos prontos ou encomendar o PPP a consultores externos. "Se a própria comunidade escolar não participa da preparação do documento, não cria a ideia de pertencimento", diz Paulo Padilha, do Instituto Paulo Freire.

- Com o passar dos anos, revisitar o arquivo somente para enviá-lo à Secretaria de Educação sem analisar com profundidade as mudanças pelas quais a escola passou e as novas necessidades dos alunos.

- Deixar o PPP guardado em gavetas e em arquivos de computador. Ele deve ser acessível a todos.

- Ignorar os conflitos de ideias que surgem durante os debates. Eles devem ser considerados, e as decisões, votadas democraticamente.

- Confundir o PPP com relatórios de projetos institucionais - portfólios devem constar no documento, mas são apenas uma parte dele.
8 questões essenciais sobre projeto político-pedagógico
É papel do diretor gerir a equipe na condução do famoso PPP. Veja aqui respostas para as dúvidas frequentes nesse processo
Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, toda escola precisa ter um projeto político pedagógico (o PPP, ou simplesmente projeto pedagógico). Esse documento deve explicitar as características que gestores, professores, funcionários, pais e alunos pretendem construir na unidade e qual formação querem para quem ali estuda. Tudo preto no branco. Elaborar um plano pode ajudar a equipe escolar e a comunidade a enxergar como transformar sua realidade cotidiana em algo melhor. A outra possibilidade - que costuma ser bem mais comum do que o desejado - é que sua elaboração não signifique nada além de um papel guardado na gaveta.

Se bem formatado, porém, o próprio processo de construção do documento gera mudanças no modo de agir. Quando todos enxergam de forma clara qual é o foco de trabalho da instituição e participam de seu processo de determinação, viram verdadeiros parceiros da gestão. O processo de elaboração e implantação do projeto pedagógico é complexo e dúvidas sempre aparecem no caminho. A seguir, respondemos às oito perguntas mais comuns nesse percurso. Nos dois quadros, você encontra exemplos de unidades em que seu desenvolvimento representou um salto de qualidade. Assim, fica mais fácil checar como andam seus conhecimentos sobre o assunto e rever o projeto pedagógico de sua escola.

PASSAPORTE DA VIRADA
Até 1998, o CEMEJA Professor Doutor André Franco Montoro, em Jundiaí, na Grande São Paulo, seguia o padrão do ensino "supletivo": o aluno tinha de fazer a prova de cada um dos módulos de todas as disciplinas, não importando os conhecimentos já adquiridos. O resultado era o aumento constante dos índices de evasão. Sob o comando da diretora Kátia Carletti, a equipe docente partiu para uma verdadeira revolução em seus tempos e espaços de ensino e aprendizagem. A base foi um novo projeto pedagógico, feito após uma pesquisa sobre as necessidades dos estudantes. "Se o aluno encontra barreiras, ele se desestimula e desiste de estudar", diz Kátia. O sistema de módulos foi extinto e todo o material didático utilizado passou a ter elaboração própria. A bateria de provas foi trocada por outras formas de avaliação e criou-se o "passaporte" - em que os professores registram os avanços de cada estudante e sua frequência nas diferentes atividades oferecidas. Os alunos passaram a receber atendimento individual para tirar dúvidas de acordo com sua disponibilidade. Como uma das bandeiras da escola é o incentivo à leitura, ela está presente nos corredores, em jornais murais e nas salas de aula, em leituras feitas pelos professores.

1. Em que contexto histórico surgiu o projeto pedagógico?
Na década de 1980, o mundo mergulhou numa crise de organização institucional, quando se passou a questionar o modelo de Estado intervencionista - que determinava o funcionamento de todos os órgãos públicos, inclusive a escola. Nesse contexto internacional, o Brasil vivia o movimento de democratização, após um longo período de ditadura. A centralização e a planificação típicas do governo militar passaram a ser criticadas e, na elaboração da Constituição de 1988, o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública (que congregava entidades sindicais, acadêmicas e da sociedade civil) foi um dos grandes batalhadores pela "gestão democrática do ensino público", um conceito que pretendia oferecer uma alternativa ao planejamento centralizador estatal. Outro aspecto importante é que nessa mesma época a escola brasileira passou a incluir em seus bancos populações antes excluídas do sistema público de ensino. Ela ficou, assim, mais diversa e teve de adequar suas práticas à nova realidade. A instituição de um projeto pedagógico surgiu como um importante instrumento para fazer isso.

2. Qual é a relação do global e do local com o plano?
No modelo vigente durante a ditadura, o que era permitido aos professores ensinar (e aos alunos aprender) ao longo do processo de escolarização era decidido quase exclusivamente pelo governo militar. A Educação era toda organizada com base em determinações do poder central. Assim, os conteúdos eram tratados de maneira hegemônica e as instâncias locais (ou seja, as próprias escolas) ficavam numa posição de "passividade" diante dessas imposições. Com a instituição do projeto pedagógico, na Constituição de 1988, a realidade local passou a funcionar como "chave de entrada" para a abordagem de temas e conteúdos propostos no currículo - justamente por serem relevantes na atualidade. O plano, por outro lado, deve prever que a escola conecte seus alunos com as discussões globais, re-encontrando sua importância cultural na comunidade.

3. O que o bom projeto pedagógico deve conter?
Alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do projeto pedagógico de qualquer escola. Antes de mais nada, é preciso que todos conheçam bem a realidade da comunidade em que se inserem para, em seguida, estabelecer o plano de intenções - um pano de fundo para o desenvolvimento da proposta. Na prática, a comunidade escolar deve começar respondendo à seguinte questão: por que e para que existe esse espaço educativo? Uma vez que isso esteja claro para todos, é preciso olhar para os outros três braços do projeto. São eles:

- A proposta curricular - Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.

- A formação dos professores - A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir as necessidades originadas pelas intenções educativas.

- A gestão administrativa - Que tem como função principal viabilizar o que for necessário para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer".

Assim, é importante que o projeto preveja aspectos relativos aos valores que se deseja instituir na escola, ao currículo e à organização, relacionando o que se propõe na teoria com a forma de fazê-lo na prática - sem esquecer, é claro, de prever os prazos para tal. Além disso, um mecanismo de avaliação de processos tem de ser criado, revendo as estratégias estabelecidas para uma eventual re-elaboração de metas e ideais.

Indo além, o projeto tem como desafio transformar o papel da escola na comunidade. Em vez de só atender às demandas da população - sejam elas atitudinais ou conteudistas - e aos preceitos e às metas de aprendizagem colocados pelo governo, ela passa a sugerir aos alunos uma maneira de "ler" o mundo.

4. Quem deve elaborá-lo e como deve ser conduzido o processo?
A elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias que deem voz a todos os atores da comunidade escolar: funcionários, pais, professores e alunos. Essa mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. Mas não existe uma única forma de orientar esse processo. Ele pode se dar no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras - como a participação individual, grupal ou plenária. A finalização do documento também pode ocorrer de forma democrática - mas é fundamental que um grupo especialista nas questões pedagógicas se responsabilize pela redação final para oferecer um padrão de qualidade às propostas. É importante garantir que o projeto tenha objetivos pontuais e estabeleça metas permanentes para médio e longo prazos (esses itens devem ser decididos com muito cuidado, já que precisam ser válidos por mais tempo).

5. O projeto pedagógico deve ser revisado? Em que momento?
Sim, ele deve ser revisto anualmente ou mesmo antes desse período, se a comunidade escolar sentir tal necessidade. É importante fazer uma avaliação periódica das metas e dos prazos para ajustá-los conforme o resultado obtido pelos estudantes — que pode ficar além ou aquém do previsto. As estratégias utilizadas para promover a aprendizagem fracassaram? Os tempos foram curtos ou inadequados à realidade local? É possível ser mais ambicioso no que diz respeito às metas de aprendizagem? A revisão é importante também para fazer um diagnóstico de como a instituição está avançando no processo de transformação da realidade. Além disso, o plano deve passar a incluir os conhecimentos adquiridos nas formações permanentes, revendo as concepções anteriores e, quando for o caso, modificando-as.

6. Como atuar ao longo de sua elaboração e prática?
O diretor deve garantir que o processo de criação do projeto pedagógico seja democrático, da elaboração à implementação, prevendo espaço para seu questionamento por parte da comunidade escolar. O gestor é a figura que articula os diferentes braços operacionais e conceituais em relação ao plano de intenções, a base conceitual do documento. É quem deve antecipar os recursos a serem mobilizados para alcançar o objetivo comum. Para sua implantação, ele também cuida para que projetos institucionais que se estendam a toda a comunidade escolar - como incentivo à leitura ou à proteção ambiental - não se percam com a chegada de novos planos, mantendo o foco nos objetivos mais amplos previstos anteriormente. Além disso, é ele quem garante que haja a homologia nos processos, ou seja, que os preceitos abordados no "plano de intenções" não se deem só na relação professor/aluno, mas se estendam a todas as áreas. Por exemplo: se ficou combinado que a troca de informações entre pares colabora para o processo de aprendizagem e é positiva como um todo, a organização dos espaços da escola deve propiciar as interações, a relação com os pais tem de valorizar o encontro entre eles, as propostas pedagógicas precisam prever discussões em grupo etc.

7. O projeto pedagógico precisa conter questões atitudinais?
Sim, há uma função socializadora inerente à escola e ela é difusora de valores e atitudes, quer tenhamos consciência disso, quer não. As instituições de ensino não são entidades alheias às dinâmicas sociais e é importante que tenham propostas em relação aos temas relevantes também do lado de fora de seus muros - já que eles se reproduzem, em maior ou menor escala, em seu interior. O que não se pode determinar no projeto pedagógico são respostas a essas perguntas, que a própria sociedade se coloca. Como resolver a questão da violência, da gravidez precoce, do consumismo, das drogas, do preconceito? Diferentemente do que propunha o modelo do Estado centralizador, não há uma só resposta para cada uma dessas perguntas. O maior valor a trabalhar nas escolas talvez seja o de desenvolver uma postura atenta e crítica.

8. Quais são as maiores dificuldades na montagem do projeto?
É muito comum que o plano de intenções - que deve ser o objetivo maior e o guia de todo o resto - não fique claro para os participantes e que isso só se perceba no decorrer de seu processo de implantação. Outro aspecto frequente é que os meios e as estratégias para chegar aos objetivos do projeto pedagógico se confundam com ele mesmo - por exemplo, que a pontualidade nas reuniões ganhe mais importância e gere mais discussões do que o próprio andamento desses encontros. Um processo democrático traz situações de divergência para dentro da escola: os atores têm diferentes compreensões sobre o que é de interesse coletivo. Por isso, é preciso estabelecer um ambiente de respeito para dialogar e chegar a pontos de acordo na comunidade. Outro ponto que gera problemas é a confusão com o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) - documento que guia municípios e instituições a desenvolver objetivos e estratégias para melhorar o acesso, a permanência e os índices de aprendizagem das crianças.
MUDANÇA À PORTUGUESA
Um grupo de professores bateu à porta do diretor da EM Pres. Campos Sales, na favela de Heliópolis, em São Paulo, com uma queixa: eles achavam que as salas de aula não funcionavam como espaço de aprendizagem. Insatisfeito em ver as crianças ociosas devido às faltas dos docentes, Braz Rodrigues Nogueira imediatamente concordou com a crítica e topou o desafio. A partir daí, todos começaram a discutir uma nova proposta pedagógica. "Até então, o que imperava era a 'pedagogia da maçaneta', em que a porta fechada impedia qualquer troca entre os professores e a melhoria daqueles que apresentavam deficiências", conta Nogueira. Assim, o grupo começou a se aproximar da experiência da Escola da Ponte, em Portugal, pesquisando soluções para a própria realidade. A proposta acordada pela equipe foi que professores e alunos se beneficiassem com trabalhos em grupo, o que culminou na re-estruturação física da instituição. Agora, ela tem salas amplas para receber classes maiores e, assim como na escola portuguesa, as crianças contam com um roteiro de estudos, acompanhado de perto pelos professores. "A comunidade abraçou a proposta porque percebeu que seus filhos passaram a estudar mais", diz o diretor. "Mas encontramos dificuldade com os professores novos, que não estão acostumados a esse sistema."